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Nipah vírus (NiV): o que é e por que o mundo está temendo esse vírus?

Publicado em 12/02/2026 às 16:56 por Editoria Movimento Saúde

Um vírus pouco conhecido do grande público, mas amplamente monitorado pela comunidade científica, voltou a acender o sinal de alerta global. O vírus Nipah (NiV) ganhou destaque após a confirmação de uma morte em Bangladesh e novos casos na Índia, reacendendo preocupações sobre doenças emergentes com alto potencial de gravidade.

Considerado um dos patógenos mais perigosos do mundo, o Nipah integra a lista de vírus prioritários da Organização Mundial da Saúde por reunir características que preocupam especialistas: alta taxa de letalidade, ausência de vacina e inexistência de tratamento antiviral específico.

O que é o vírus Nipah

O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos. Ele pertence à família Paramyxoviridae e foi identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia. Desde então, casos esporádicos vêm sendo registrados, sobretudo em países do Sul da Ásia, como Bangladesh e Índia.

O principal reservatório natural do vírus são morcegos frugívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas. Esses animais podem carregar o vírus sem apresentar sintomas e o eliminam por meio de saliva, urina e secreções, contaminando alimentos e ambientes.

Como ocorre a transmissão

De acordo com estudos científicos e investigações epidemiológicas, o Nipah pode ser transmitido de três formas principais:

  • dos animais para humanos, por contato direto com secreções de morcegos ou de animais infectados;

  • por alimentos contaminados, especialmente pela ingestão de seiva crua de tamareira, prática comum em algumas regiões asiáticas;

  • de pessoa para pessoa, principalmente em contato próximo e, com maior frequência, em ambientes hospitalares sem controle rigoroso de infecção.

Embora a transmissão entre humanos não seja considerada altamente eficiente, ela já foi documentada, o que exige resposta rápida das autoridades sanitárias sempre que um caso é confirmado.

Sintomas e evolução da doença

A infecção pelo vírus Nipah pode começar de forma discreta, com sintomas semelhantes aos de outras viroses, como febre, dor de cabeça, dores musculares e mal-estar. Em muitos pacientes, no entanto, a doença evolui rapidamente para quadros graves.

Os casos mais severos envolvem insuficiência respiratória e encefalite, uma inflamação do cérebro que pode provocar confusão mental, convulsões, coma e morte. A taxa de letalidade varia conforme o surto, mas pode chegar a 75%, mesmo com suporte médico intensivo.

Por que o Nipah assusta tanto

O temor em relação ao vírus Nipah está relacionado a uma combinação de fatores considerados críticos pela ciência. Além da elevada mortalidade, o vírus apresenta rápida progressão clínica, pode gerar surtos localizados e não conta, até o momento, com medicamentos ou vacinas aprovados para uso amplo.

Outro ponto de atenção é o período de incubação variável, que pode ir de poucos dias a várias semanas. Isso dificulta o rastreamento de contatos e amplia o desafio do controle epidemiológico.

Existe risco de uma nova pandemia?

Apesar da gravidade dos casos, autoridades internacionais afirmam que não há, neste momento, evidências de transmissão sustentada em larga escala. Diferentemente de vírus respiratórios altamente contagiosos, o Nipah tende a provocar surtos localizados.

Ainda assim, ele é classificado como um vírus de alto potencial pandêmico, justamente porque reúne características que, em determinadas circunstâncias, poderiam favorecer uma crise sanitária de maiores proporções.

Prevenção é a principal estratégia

Sem vacina ou tratamento específico, a prevenção é considerada a principal forma de enfrentamento. Entre as recomendações estão evitar o consumo de alimentos crus potencialmente contaminados, reforçar cuidados com higiene alimentar, reduzir o contato com animais silvestres e adotar protocolos rigorosos de biossegurança em serviços de saúde.

Um alerta para o mundo

O ressurgimento do vírus Nipah funciona como um alerta claro da ciência: novas ameaças infecciosas continuam surgindo, especialmente em um mundo cada vez mais interconectado. Para especialistas, o episódio reforça a importância da vigilância epidemiológica, do investimento em pesquisa científica e da preparação dos sistemas de saúde para responder rapidamente a doenças emergentes.


 


 

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