Domingo, 22 de fevereiro de 2026 Login
Na semana do Dia dos Pais, a comunidade de Umuarama e região foi impactada por uma série de vídeos publicada no Instagram da Associação de Recuperação de Alcoólatras – ARA Jabuticabeiras. As produções, simples e emocionantes, revelam histórias de pais e filhos que conheceram de perto o peso da dependência química — alguns, inclusive, filhos de alcoólatras que decidiram mudar o destino que herdaram.
Roberto, Antônio, Mauro, Vanessa, Davi, Will e Francisco aceitaram expor memórias — algumas delas muito dolorosas: infâncias marcadas por vícios dentro de casa, juventude atravessada pelo álcool ou por outras drogas, rupturas familiares e um cotidiano de medo e angústia. Mas também falaram sobre superação, fé e o trabalho transformador da instituição que os ajudou a reescrever suas histórias. A série está disponível no Instagram do ARA Jabuticabeiras: @arajabuticabeiras - CLIQUE AQUI E ASSISTA
“Queríamos mostrar que é possível se reerguer. Que a paternidade pode ser um motor de superação”, diz Rodrigo Cardoso, presidente da ARA Jabuticabeiras.
Uma inspiração que virou projeto
Rodrigo conta que a ideia surgiu por acaso, enquanto preparava o material publicitário do Dia dos Pais para sua empresa. Em conversa com a equipe da Produtora Triedo, surgiu a proposta de gravar depoimentos de pais e filhos que enfrentam — e vencem — a dependência química diariamente.
“Eu digo que foi uma inspiração enviada por Deus. Não foi nada planejado”, relata Rodrigo. O publicitário Renato Santos e a equipe da Triedo aceitaram gravar e editar o material sem custo, desde que as filmagens fossem feitas imediatamente.
O prazo apertado levou Rodrigo a acionar o Grupo Missões, formado por voluntários e coordenadores da ARA que visitam clínicas e grupos de apoio. Em poucas horas, diversas pessoas se mostraram prontas para compartilhar suas trajetórias — revelando feridas abertas e vitórias conquistadas.
Depoimentos que quebram o silêncio
Os vídeos não seguem um roteiro formal. São conversas francas, em que cada participante relata como a dependência química atravessou gerações, destruiu lares, mas também como foi possível romper esse ciclo com a ajuda da ARA, das famílias e da espiritualidade.
Embora cada narrativa tenha suas particularidades, todas convergem para um ponto comum: a dependência química não é uma sentença definitiva. Com tratamento, apoio e oportunidade, é possível ressignificar a própria história.
“Queríamos que as pessoas se identificassem e entendessem que, apesar das falhas, é possível melhorar todos os dias”, reforça Rodrigo.
Alcance e impacto
Em poucos dias, os vídeos alcançaram milhares de visualizações e geraram mensagens de apoio, novos voluntários e pedidos de ajuda. Para a ARA, o maior resultado é a inspiração que as histórias despertaram em famílias que podem estar se sentindo sem saída.
“Essas histórias dizem para muita gente: ‘Você não está sozinho’”, resume Rodrigo.
O trabalho da ARA em Umuarama
A Associação de Recuperação de Alcoólatras de Umuarama atua há quase 50 anos no acolhimento de dependentes químicos e de suas famílias, com duas unidades: ARA Jabuticabeiras e ARA Petrópolis. A proposta vai além do tratamento: busca prevenir recaídas, restaurar vínculos e oferecer oportunidades de reinserção social.
Grande parte do voluntariado é composta por pessoas em recuperação, que conhecem de perto a luta contra o vício. Essa vivência dá força e credibilidade à abordagem, tornando o processo mais próximo e efetivo.
Entre em contato:
ARA JABUTICABEIRAS
Grupo terapêutico (aberto): todas as quintas-feiras, das 20h às 22h – presencial
Grupo terapêutico (para mulheres): todas as terças-feiras, das 18h30 às 20h – on-line
Contato: (44) 98455-7000
Endereço: Rua das Magnólias, 1105, Parque Jabuticabeiras, Umuarama – PR
Instagram: @arajabuticabeiras
ARA PETRÓPOLIS
Reuniões (abertas): todas as segundas e sextas-feiras, das 20h às 22h – presencial
Contato: (44) 3622-2866
Endereço: Rua José Roberto Janeiro, Jardim Petrópolis, Umuarama – PR
Instagram: @araumuaramapetropolis
Todas as atividades da ARA são gratuitas.
Por: Rosi Rodrigues – Jornalista – 10036-PR
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