Domingo, 22 de fevereiro de 2026 Login
As mais de 600 contribuições já recebidas mostram a união da comunidade oncológica para os avanços das pesquisas
Foto: Divulgação
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) convida todos os oncologistas associados à entidade para participarem do estudo nacional ONCOVID-19.1, que mapeará o perfil do paciente oncológico diagnosticado com o novo coronavírus. As contribuições serão recebidas até o dia 31 de março.
Aprovado em tempo recorde pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), ligada ao Ministério da Saúde, em abril do ano passado, o estudo fornecerá dados para a avaliação da prevalência do Sars-CoV-2 em pacientes em tratamento ativo e em seguimento. Também será avaliada a prevalência da infecção pelo novo coronavírus de acordo com o tipo de neoplasia.
Daniela Rosa, membro da diretoria da SBOC e coordenadora do Comitê de Oncogenética da entidade, explica que as mais de 600 contribuições já recebidas mostram a união da comunidade oncológica.
“Isso demonstra que é possível combater as duas doenças de forma conjunta, sem descuidar de nenhum risco envolvido. Como diz a campanha promovida pela SBOC ao longo de todo o ano de 2020, estamos juntos #ContraOCâncerESemCovid”, comenta.
Além de contribuir com o cuidado oncológico durante a pandemia, o estudo oferece benefícios aos participantes.
“A SBOC entende que o desenvolvimento científico oncológico não se dá sem o engajamento da comunidade clínica. Dessa forma, os cinco oncologistas clínicos que mais contribuírem com dados serão incluídos como coautores do estudo e terão gratuidade na anuidade da SBOC em 2021. Já as cinco instituições com maior quantidade de contribuições serão citadas nas mídias e redes sociais da SBOC e terão direito a cinco anuidades grátis”, completa Daniela Rosa.
Uma auditoria executiva será realizada para garantir a fidelidade de todos os dados recebidos e a credibilidade do estudo.
“A SBOC agradece a todos os associados que contribuíram até aqui e convoca os demais que estejam lidando com o duplo risco ao qual seus pacientes estão expostos, do câncer e da Covid-19, a relatar suas experiências e cooperar com esse estudo inédito e transformador”, reforça Clarissa Mathias, presidente da entidade.
Novas diretrizes terapêuticas SBOC
Foram publicadas onze novas diretrizes terapêuticas, preliminares, para o tratamento de pacientes com câncer.
Os documentos inéditos, que ficaram abertos para comentários de associados até 28 de fevereiro, trazem as mais recentes evidências científicas e clínicas sobre diversos grupos de tumores.
“Ainda que desenvolvidas à luz do que há de mais avançado no conhecimento científico oncológico internacional, as Diretrizes SBOC são adequadas à realidade brasileira – e ninguém melhor que os associados à entidade, distribuídos por todo o território nacional, para proporcionar esse olhar contextualizado”, acredita Vladmir Cláudio Cordeiro de Lima, membro da Diretoria da SBOC e coordenador dos comitês de Oncogenômica e de Tumores Torácicos da sociedade.
Para aproximar os dados científicos da realidade local, as diretrizes são escritas em português e consideram a relevância clínica e o impacto econômico de cada terapêutica no Sistema Único de Saúde (SUS) e na saúde suplementar, além da dinâmica regulatória brasileira.
“Isso porque muitas das tecnologias recomendadas internacionalmente ainda não foram aprovadas pelos órgãos regulatórios brasileiros, e isso precisa ser considerado”, explica Vladmir de Lima.
A SBOC criou uma página especial com publicações e informações relevantes sobre câncer e a Covid-19, com o objetivo de orientar a comunidade oncológica e a população em geral sobre os maiores riscos da enfermidade.
A entidade produziu ainda um guia com orientações para a população sobre a vacinação entre pacientes oncológicos que está disponível aqui.
*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED
Autora: Úrsula Neves - Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá (UNESA), pós-graduada em Comunicação com o Mercado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e em Gestão Estratégica da Comunicação pelo Instituto de Gestão e Comunicação (IGEC/FACHA)
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