Domingo, 22 de fevereiro de 2026 Login
Dos 1.035 médicos participantes, cerca de 60% declararam atuar diretamente no combate à Covid-19
Foto: Divulgação
Segundo nova pesquisa da PEBMED, 59% dos médicos apontaram um aumento da demanda de trabalho exigida, seja física ou psicológica, durante a pandemia de Covid-19. Ao contrário de diversos outros profissionais que passaram a trabalhar em home office e com medidas de isolamento, os médicos precisaram atuar na linha de frente, tendo contato direto com o paciente infectado.
Por isso, o estudo teve como objetivo avaliar o impacto deste momento no trabalho e rendimento financeiro dos médicos, além de tentar entender as perspectivas do “novo normal” na profissão. Dos 1.035 médicos participantes, cerca de 60% declararam atuar diretamente no combate à Covid-19.
Este estudo transversal é o segundo realizado pela PEBMED durante a pandemia por meio de questionário, para avaliar as mudanças que este momento pode ter trazido. Entre os médicos participantes estavam 63% especialistas (com residência ou pós-graduação concluídas), 27% generalistas e 10% com especialização em andamento. Cerca de 55% dos respondentes tinham mais de 10 anos de formados.
A amostra teve maior representação de pessoas sem especialidade e de especialistas das áreas de pediatria, medicina de família e comunidade, clínica médica e ginecologia e obstetrícia, respectivamente, correspondendo ao perfil do médico brasileiro.
A maioria dos médicos trabalha em ambulatório/consultório, em comparação com outros ambientes, e em serviços públicos.
Entre as limitações mais importantes, podemos citar o viés de um método único, recebendo as respostas por uma mesma ferramenta.
Quem teve maior e menor demanda?
A maior carga de trabalho foi relacionada ao ambiente, sendo mais comum entre os que trabalham em CTI e/ou em unidades públicas, com diferenças estatisticamente significativa entre aqueles que não atuavam nesses serviços (p < 0.05, IC = 95%). Além disso, médicos generalistas estavam entre a maioria: 37% deles tiveram mais demandas, seguidos de 24% dos residentes ou pós-graduandos e 23% dos especialistas.
Enquanto 13% dos respondentes trabalhavam mais de 60 horas semanais antes da pandemia, esse percentual subiu para 21% durante o período.
Por outro lado, para 22%, a demanda de trabalho continuou a mesma no período, enquanto para 19%, diminuiu.
A carga de trabalho reduzida esteve relacionada aos médicos que trabalham em consultório/ambulatório e no centro cirúrgico, em comparação com aqueles que não trabalham (p < 0.05, IC = 95%). A redução também foi associada aos profissionais com mais de 10 anos de formado e aos especialistas: 29% deles reduziram sua carga horária, 18% dos residentes, e apenas 9% dos generalistas.
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No consultório e no centro cirúrgico
Entre os médicos de consultório (n=546), 87% tiveram menor volume de atendimentos, sendo que 40% tiveram redução de até 50%. Entre os 19% que mantiveram o consultório fechado, a maior parte ficou por mais de quatro meses.
Já entre os 135 cirurgiões respondentes, 79% tiveram seu volume de cirurgias reduzidos em pelo menos 50%, enquanto 21% tiveram redução de menos de 50%.
Impacto financeiro
Ao todo, 46% dos respondentes disseram ter recebido menos durante a pandemia. Assim como a mudança de demanda de trabalho, os médicos especialistas foram mais impactados financeiramente que os generalistas (p < 0.05, IC = 95%). Em relação ao ambiente de trabalho, aqueles que trabalham em ambulatórios, consultórios, centros cirúrgicos e clínicas ou setores de imagem estavam entre os que tiveram redução em seus ganhos.
Entre 20% dos médicos, houve um aumento de até 20% nos rendimentos (11%), ou de mais de 20% até 50% (7%). Neste grupo estavam mais generalistas e/ou profissionais que trabalham em CTI, emergência, enfermaria e unidade básica de saúde, assim como mais médicos que atuavam em serviços públicos que privados (p < 0.05, IC = 95%).
O estudo encontrou uma relação de quando maior o tempo de formado, mais impacto negativo financeiramente (p < 0.05, IC = 95%).
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Atuação médica
Durante a pandemia, 37% dos profissionais (n=398) disseram ter mudado sua atuação, sendo 46% (n=186) deles para ajudar na assistência aos pacientes com Covid-19.
No “novo normal”, mais de 50% dos médicos dizem não ter intenção de fazer mudanças na carreira. Entre aqueles que pretendem mudar algo, o mais citado foi a troca de ambiente de trabalho, seguida de uma nova especialidade.
Fonte: PEBMED
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